Como está o seu relacionamento com Deus?


Lucas 5:33-39; Mateus 9;14-17; Marcos 2:18-22

Dando sequência ao artigo anterior. Alguém, incorretamente e, no entanto, com humor, definiu um religioso puritano como “uma pessoa que sofre de um medo esmagador por imaginar que alguém possa estar se divertindo por um breve momento”.

Essa definição é incorreta, porque o puritanismo foi um movimento religioso muito influente na Inglaterra, tendo posteriormente se tornado a principal tradição religiosa dos Estados Unidos da América (EUA). Enfatizava a pureza e a integridade do indivíduo, da igreja e também da sociedade. Além disso, lutava pela purificação da igreja, descartando elementos arquitetônicos, litúrgicos e cerimoniais conflitantes com a simplicidade e a “pureza” bíblica.

Mas todos nós conhecemos alguém que se adapta a essa definição incorreta de um puritano – uma pessoa religiosa que só parece estar contente quando todos os outros estão miseravelmente mal. Eles colocam pregos em suas camas e querem garantir que todos os outros vivam da mesma maneira.

Duas das maiores armadilhas que nos impedem de desenvolver um relacionamento saudável com Deus são o ascetismo e o legalismo. Os ascéticos deliberadamente tornam a vida dura para si mesmos e pensam que todo e qualquer tipo de prazer não faz bem ou, pelo menos, tende para o mal. Eles não se sentem bem em desfrutar a vida.

os legalistas, deliciam-se em manter suas listas de regras para julgar aqueles que não têm ou mantêm as mesmas normas. Invariavelmente, suas regras não são os assuntos mais importantes da Lei de Deus (como o amor, a justiça, a misericórdia e as coisas do coração). Em vez disso, eles se parabenizam por manter os padrões lidando com coisas externas e julgam aqueles que ignoram suas regras.

Infelizmente, muitos religiosos promovem a ideia equivocada de que o Cristianismo é um tipo de religião sem alegria. Se as pessoas pensarem assim, elas se voltarão para algo ou alguém diferente de Deus como fonte de sua alegria. O propósito de Deus é que suas criaturas o glorifiquem com alegria e não com tristeza.

Um cristão sem alegria, ou alguém que encontra sua maior alegria em algo diferente de Deus, não glorifica a Deus. Apenas glorificamos a Deus quando encontramos a verdadeira alegria Nele. Assim, o asceticismo e o legalismo são considerados inimigos das boas novas que Jesus veio trazer.

O relacionamento de Jesus e seus discípulos

O relacionamento vivaz, afetivo e vibrante de Jesus e seus discípulos, era uma nova realidade relacional e não caberia no odre do formalismo religioso judaico, cheio de pré-conceitos e pré-disposições para o conflito. O que nosso treinador estava estabelecendo era um princípio do Reino, que podemos chamar de “princípio do relacionamento, e não do ritual, muito menos da religião”. Quantas vezes fazemos coisas para Deus, até algum tipo de sacrifício, em vez de simplesmente gastar tempo com Ele, desfrutando da “comunhão do seu espírito”, da presença do Noivo?

Quando eu era garoto, se acontecesse de meu vizinho ficar chateado comigo, aquilo não me incomodava muito. Mas se fosse o meu pai ou minha mãe quem estivessem aborrecidos comigo, já era outra história. Nosso relacionamento ficava interrompido, eu não conseguia encará-los e não podia chegar perto deles alegremente.

Uma situação que eu não suportava era o fato de haver alguma coisa errada entre mim e meus pais. Só me sentia bem novamente depois de resolver o problema. Quando há alguma coisa errada entre nós e o nosso Pai Celestial, não conseguimos suportar a situação e, muitas vezes, tentamos pagar por algum tipo de sacrifício achando que vamos resolver a questão.

O grande erro dos seres humanos é tentar consertar este relacionamento pelos rituais religiosos. Esta é só uma tentativa que serve como desencargo de consciência. Mas lá no fundo, bem no fundo de nosso ser, existe uma saudade da eternidade, um desejo de nos relacionarmos com Deus que não conseguimos explicar.

É por isso que nas culturas do mundo inteiro milhares de pessoas o buscam, mas infelizmente de forma errada, adorando seres humanos, imagens e divindades, cumprindo rituais religiosos incoerentes, como os fariseus da época de Jesus.

O que Deus espera de nós é apenas que nos relacionemos com Ele. Esta foi a missão de Jesus Cristo: Tornar esse relacionamento possível para cada um de nós, mas sem rituais, sem indulgências, sem intermediários ou aproveitadores.

Suponha que você encontre um amigo seu um pouco preocupado. Você o pergunta o que está acontecendo e ele lhe responde: “Quando nos casamos, minha esposa me fez concordar em passar pelo menos dez horas por semana com ela, e eu só fiquei cinco horas com ela nesta semana. Então, para o meu próprio bem, acho que é melhor eu fazer o que acordamos!”

Eu acho que você teria uma boa razão para desconfiar se este casamento está saudável ou não. Pois bem, acabei de descrever uma relação baseada no ascetismo e no legalismo. Como se pode perceber, não há nenhum tipo de alegria em um casamento assim. Em um casamento baseado no amor haverá abnegação? Pode apostar que sim!

Devemos cumprir nossos votos de casamento, mesmo quando for difícil? Sim, com certeza! Mas jamais será uma prisão. Em vez disso, será marcado pela alegria, por causa da relação de amor entre o marido e a mulher. Embora exista um fluxo de emoções em qualquer casamento, há muita alegria quando há amor.

Assim deve ser também o nosso relacionamento com Jesus. Se você conhece a alegria de um relacionamento pessoal com o Coach da Vida, não permitirá que o ascetismo, o legalismo ou, até mesmo, os prazeres do mundo, roubem a alegria de um relacionamento contínuo com Jesus. Ele é a fonte da nossa alegria!

Onde a verdadeira alegria pode ser encontrada?

  • Não em incredulidade, Voltaire era um ateu do tipo mais pronunciado. Ele escreveu: “Eu gostaria de nunca ter nascido”.
  • Não por prazer, Lord Byron viveu uma vida de prazer mais do que qualquer outro. Ele escreveu: “O verme, o cancro e a tristeza são só meus”.
  • Não em dinheiro, Jay Gould, o milionário americano, tinha muito dinheiro. Ao morrer, ele disse: “Suponho que eu seja o homem mais miserável do mundo”.
  • Não em posição e fama, Lord Beaconsfield desfrutou das melhores posições sociais e a fama. Ele escreveu: “A juventude é um erro; masculinidade uma luta; velhice um arrependimento.
  • E também não na glória militar, Alexandre, o Grande, conquistou tudo no mundo conhecido em seus dias. Tendo feito isso, ele chorou em sua tenda quando escreveu: “Não há mais mundos para conquistar”.

Onde então a alegria real é encontrada?
A resposta é simples, somente em um relacionamento real com o maior Treinador de todos os tempos.

O desabafo de Deus

Deus é contra a religiosidade do seu povo

Gosto muito de uma frase da missionária Joy Dawson que diz: “Só podemos fazer com que outros conheçam a Deus na medida em que nós próprios o conhecemos”. E só podemos conhecer alguém, quando temos um relacionamento, uma amizade, uma história com essa pessoa. Sempre digo que as melhores coisas andam juntas: arroz com feijão, pão com mortadela, queijo com goiabada, eu e Jesus, você e Jesus. Infelizmente, o excesso de distrações de nossos dias tem dificultado este relacionamento.

O próprio jejum pode tomar o lugar da verdadeira comunhão com nosso Deus. Devemos jejuar, sim, porque em Mateus 6:16, Jesus nos ensina, dizendo: “…quando jejuardes” e não dizendo, “se jejuardes”, portanto, devemos sim jejuar, mas o ato do jejum não deve tirar o foco de nosso relacionamento com Deus. Aliás, Deus recusa esse tipo de sacrifício falso e egoísta.

Em Isaías 58:3-11, lemos uma reclamação de Deus contra o seu povo exatamente por causa dos seus jejuns religiosos! Acompanhe comigo este relato impressionante:

O povo reclamou a Deus: “Que adianta jejuar, se tu nem notas?”, “Por quê passar fome, se não te importas com isso?”

Mas o SENHOR respondeu: “A verdade é que, nos dias de jejum, vocês cuidam dos seus negócios e exploram os seus empregados. Vocês passam os dias de jejum discutindo e brigando e chegam até a bater uns nos outros. Será que vocês pensam que, quando jejuam assim, Eu vou ouvir as suas orações?  O que é que Eu quero que vocês façam nos dias de jejum? Será que desejo que passem fome, que se curvem como um bambu, que vistam roupa feita de pano grosseiro e se deitem em cima de cinzas? É isso o que vocês chamam de jejum? Acham que um dia de jejum assim me agrada? Não! Não é esse o jejum que Eu quero. Eu quero que soltem aqueles que foram presos injustamente, que tirem de cima deles o peso que os faz sofrer, que ponham em liberdade os que estão sendo oprimidos, que acabem com todo tipo de escravidão. O jejum que me agrada é aquele que vocês repartam a sua comida com os famintos, que recebam em casa os pobres que estão desabrigados, que deem roupas aos que não têm, e que nunca deixem de socorrer os seus parentes. Então a luz da minha salvação brilhará como o Sol, e logo vocês todos ficarão curados. O seu Salvador os guiará, e a presença do Senhor Deus os protegerá por todos os lados. Quando vocês gritarem, pedindo socorro, Eu os atenderei; pedirão a minha ajuda, e Eu direi: ‘Estou aqui!’ “Se acabarem com todo tipo de exploração, com todas as ameaças e xingamentos; se derem de comer aos famintos e socorrerem os necessitados, a luz da minha salvação brilhará, e a escuridão em que vocês vivem ficará igual à luz do meio-dia. Eu, o Senhor, sempre os guiarei, até mesmo no deserto, Eu lhes darei de comer e farei com que fiquem sãos e fortes. Vocês serão como um jardim bem regado, como uma fonte de onde não pára de correr água”.

Nesse impressionante desabafo de Deus contra a religiosidade do seu povo percebemos o que é realmente importante aos Seus olhos. Ele não se importa com a autoflagelação, com o sofrimento imposto apenas por fins religiosos, mas sim, importa-se em ver a justiça, a compaixão e a misericórdia fluindo por intermédio de seu povo.

O Deus que “faz com que o Sol se levante sobre maus e bons, e envia chuva sobre justos e injustos” quer que nós aprendamos a agir mais e mais como seus filhos, revelando seu infinito amor às pessoas ao nosso redor.

Devemos orar, jejuar, participar de uma igreja, subir o monte, servir? Sim, tudo isso e muito mais! Contudo, precisamos investir muito mais tempo com Coach da Vida, para que possamos estar sempre mais e mais cheios de sua compaixão, de sua misericórdia e do seu amor. Nosso Líder nos ensina que não é possível ter uma experiência genuína com Deus com base nos velhos rituais religiosos. Se somente com Ele temos vida nova, novo nascimento, então precisaremos de novos hábitos. Está na hora de você ressignificar algumas tradições que aprendeu desde sua infância, se deseja realmente desenvolver um relacionamento real e verdadeiro com o Coach da Vida.

Para pensar e responder:

  • E então, você tem investido diariamente um tempo para ter sua sessão com o Coach da Vida?
  • Você tem gastado seu tempo em rituais ou sacrifícios religiosos, achando que isso agrada a Deus?
  • Em sua opinião, o que Deus mais espera de você: relacionamento ou sacrifício?

 

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