Lucas 23:46; Salmo 31:5; Jeremias 29:11; Romanos 8:28

Joseph Bayly

Joseph Bayly, em seu livro The View From a Hearse (A visão de um carro fúnebre) conta sobre o dia em que seu filho morreu de câncer. Ele voltou para a clínica a fim de agradecer aos médicos e enfermeiros por seus cuidados e bondade para com seu filho. Enquanto falava com a recepcionista, esta apontou para uma mulher cujo filho estava divertindo-se tranquilamente com os brinquedos na sala de espera. “Ele tem o mesmo câncer que seu filho tinha”, ela disse: “ Por que você não vai até lá e dá umas palavras de conforto para ela ? ”

Bayly foi até ela e timidamente sentou-se ao seu lado. Então, longe do alcance da criança, ele sussurrou ao seu ouvido: “Deve ser difícil trazê-lo para os tratamentos’, disse mais como uma afirmação do que uma pergunta. Ela se virou para ele com angústia em seus olhos e disse: “Eu morro toda vez que eu tenho que trazê-lo aqui. O pior é que eu sei que o câncer não vai parar e que ele vai morrer”.

Desconfortável, Bayly arriscou: “Eu sei que ainda o conforto é pequeno, mas é bom saber que quando o dia chegar, não haverá mais dor e sofrimento e que eles vão para um lugar melhor, um lugar de descanso e paz.” “Não!”, disse ela com dureza em sua voz. “Quando ele morrer, eu só vou enterrá-lo no cemitério e não vou vê-lo novamente”.

Bayly queria sair correndo. Era desconfortável para ele ter que lembrar de sua perda recente, e ainda mais desconfortável ter que falar com esta mulher, que obviamente não tinha esperança de qualquer coisa.

Então ele voltou-se para ela e falou baixinho:

Eu enterrei meu filho ontem, e eu só vim hoje para agradecer aos médicos e enfermeiros pela atenção que deram a ele.

Eu sei o que você está sentindo, mas também sei que há uma vida melhor para o meu filho depois que partir desse mundo.” Então ela levantou olhou para ele e disse: “Como você pode acreditar em uma coisa dessas?”

Nesse momento, Bayly falou a ela sobre a esperança que o Coach da Vida deixou em seu último suspiro de vida terrena na cruz. E é essa última frase dita por Jesus na Cruz que vamos falar agora.

Quando Jesus, cheio de amor pagou pelos pecadores a dolorosa dívida da morte, seu corpo tremeu convulsivamente com as últimas dores. Os vestígios do sangue derramado das chagas ficaram mais escuros, seu queixo caiu e seus olhos cheios de sangue e fechados, abriram-se meio envidraçados. O Senhor levantou pela última vez a cabeça coroada de espinhos e deixou-a depois cair sobre o peito. As mãos, antes fechadas sobre a cabeça dos pregos, abriram-se; seus braços esticaram-se pela última vez e todo o peso de seu corpo desceu sobre os pés para sustentar o esforço necessário de exclamar sua última frase. Os joelhos curvaram-se tombando para um lado, e os pés viraram-se através do prego que os transpassara provocando-lhe a uma última dor.

Com isso, Jesus pronunciou as últimas palavras em voz alta e morreu dando um grito que penetrou o Céu, a terra e o inferno:
Meu Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito.” Depois inclinou a cabeça e expirou. A terra tremeu e o rochedo fendeu-se deixando uma larga abertura entre a cruz de Jesus e a do ladrão à esquerda. Por favor, preste atenção nas nuances dessa frase e nas possibilidades de ensinamentos aos quais ela nos conduz.

É digno informar-lhe que as últimas palavras que o Coach da Vida expressou foram tomadas mais uma vez das escrituras, do Salmo 31:5. Jesus não é daqueles que têm pouca consideração pela Palavra de Deus. Pelo contrário, estava saturado dela. Não podia falar nem sequer em sua morte sem citar as escrituras. O Salmo 31:5 é um versículo que faz parte de uma oração que toda mãe judia ensinava para o seu filho antes de dormir. Assim como aprendemos a dizer quando criança:

“Com Deus me deito, com Deus me levanto”.

Para que a mãe judia, a tarefa era ensinar seu filho a dizer antes do escuro ameaçador aparecer: “Em tuas mãos entrego o meu espírito”. Na cruz, minutos antes de deixar este mundo, Jesus tornou ainda mais agradável para Ele essa oração, ao começar com a palavra Pai. Assim, ali na cruz, Jesus morreu como uma criança adormece nos braços de seu pai.

As mãos seguras do Pai Celestial

Em suas mãos há segurança, e a certeza que Ele tem o melhor para nós!

Agora, quero que você observe algo importante aqui. Mais uma vez na cruz, Jesus volta a dizer a palavra: “Pai”. A última vez que Ele tinha se referido ao Pai foi gritando: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste”. Eu acredito que sua comunhão com o pai já estava restaurada. Nesse momento, vemos Cristo confiando seu espírito nas mãos de seu Pai. Acredito que a primeira coisa que esta mensagem nos ensina é que as mãos do Pai são confiáveis. O Coach da Vida nos ensina aqui que não há mãos melhores do que as do Pai.

Em Jeremias 29:11, temos um dos versículos mais incríveis da Bíblia que nos revela porque devemos confiar nas mãos de Deus:

Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês”, diz o Senhor, “planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro.

Deus só tem planos que nos beneficiam. Ele tem um plano que vai trazer esperança para as nossas vidas. No entanto, muitas vezes somos tão definidos em traçar nosso próprio curso que nos recusamos a colocar nossas vida nas mãos de Deus e ver o que Ele tem para nós.

Houve um tempo que os israelitas queriam um rei porque todas as outras nações ao redor tinham um rei. Mas isso não era o desejo de Deus para eles, pois Ele sabia o que um rei terreno faria a eles. Isso acontece hoje, Deus está estendendo a mão e dizendo para você colocar sua vida em suas mãos. Ele diz, você pode confiar em mim!

Mas em vez disso, as pessoas continuam perseguindo os seus próprios desejos, vontades e imaginações, sem dividi-las com Deus. Alguns que estão lendo essas palavras agora podem estar dizendo: “Eu tenho visto pessoas que têm confiado suas vidas nas mãos de Deus e coisas ruins acontecem a elas, exatamente como acontece com qualquer outra pessoa”. Isso é verdade. Quando confiamos nossas vidas nas mãos de Deus, isso não significa que não vamos ter coisas ruins nos acontecendo.

Este mundo está cheio de tragédia e os cristãos não estão isentos delas. Mas temos um Deus que nos dá a força de que precisamos, um Deus que nos promete em Romanos 8:28 que trabalha para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados segundo o seu propósito. Isso significa que mesmo quando nos acontece uma tragédia, Deus pode tomar essa
tragédia e trazer algo bom para nós.

Não sabemos o que Ele pode fazer para usar esta tragédia para o bem, mas temos a promessa que Ele vai trabalhar com isso para o nosso bem. Por isso, nesse momento em que você lê essas palavras, seria uma grande oportunidade para você dizer a Ele as seguintes palavras: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”. Se você o disser e se realmente quiser fazer isso com fé, eu garanto que você jamais irá se arrepender.

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